Hoje vesti uma bermuda um pouco mais
curta daquelas que uso constantemente. Na dúvida se daria para usar ou não,
resolvi pedir opinião ( coisas de insegurança, sabe?).
Meu marido e meu filho disseram que estava bem, não havia nada
demais. Já a minha filha, veja só... achou que eu não devia usar na rua, porque
estava um tanto curta.
Minha secretária disse que estava
bonitinho e perguntou se minha dúvida era em relação à perna fina. Eu disse que
isso já não mexia mais com minha auto-estima, portanto, a questão não era essa , e sim a idade, o
“sem-jeito” de usar, o devo não devo, o posso não posso, o serve não serve...
Ah! Shakespeare: “ser ou não ser? eis a questão!”
Eu sempre me considerei uma pessoa que
viveu cada fase da sua “vida fashion” em seu momento certo. Meu humor e
personalidade sempre interferiram saudavelmente no meu armário. Conforme a
idade chegava, o armário se adaptava , com isso, vivi – e vivo- cada fase.
Veja
bem, não estou dizendo que devo obedecer
um estilo de cada idade, até porque isso não existe. Posso muito bem ter
um guarda- roupa ora mais maduro, ora
mais juvenil. Não sou chegada a radicalismo, mas é claro que boas doses de bom
senso não fazem mal a ninguém.
Mas, ser madura (digo de 70 anos, com corpo de 70 e cabeça de 70) ,
em hipótese alguma significa abandonar a jovialidade. Até porque, de vez em quando transgredir é preciso: “questionar o que nos é
imposto, sem rebeldias mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e
ali enfrentar o ruim. Suportar sem se
submeter, aceitar sem humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à
possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última
claridade e nada mais valerá.” Palavras de Lya Fuft.
Estou com ela e não abro!
Na verdade eu só quero me sentir bem. Gosto de roupas
joviais, certamente com alguns detalhes próprios de minha idade. Mas nada de”
conjunto marron” ou look de D. Benta. Isso já foi exorcizado há muito tempo!
Sabe, Shakespeare, desculpe a presunção, mas “ser ou não ser” é uma questão de atitude. Já vivi muita
coisa. Já enfrentei muitos problemas. Hoje quero meu espaço e meu direito de
viver como quiser, sem preconceito, sem culpa. Eu tenho esse direito! Direito
humano adquirido! Então, para os que são a favor, para os que são contra e os
tico-tico no fubá...lá vou eu!
Quer saber? Eu já passei da fase de
escutar opinião alheia! Eu posso tudo
o que eu quiser!
Não, não é arrogância ou pretensão. É fé, pura e cristalina!
o que eu quiser!
Não, não é arrogância ou pretensão. É fé, pura e cristalina!
É como diz minha secretária Lúcia: “
mete a cara com ela”!
Tudo isso, por causa de uma bermuda um pouco mais curta!
Fique na `Paz!
Dilene Germano
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