domingo, 8 de setembro de 2013

"EMBAIXO DAQUELA JAQUEIRA..." (Dilene Germano)




“Embaixo daquela jaqueira, que fica lá no alto majestosa...”   cantava Noel Rosa.
Então...olha eu aí...na hora cera...embaixo da jaqueira certa...Que sorte a minha, não ter caído nenhuma na minha cabeça!! Dizem que uma jaca pesa  10k  e até mais. Já pensaram se Isaac Newton em vez de descansar  sua beleza e trabalhar seu cérebro sob uma macieira, estivesse sob uma jaqueira?!?!Não saberíamos nada sobre a lei da gravidade e, hoje, não existiria lipoaspiração, lifting, nem botox!
Ainda bem  não existirem jaqueiras na Inglaterra,  não é gente bonita?
Mas voltando ao pé de jaca, dizem que quem planta uma  jaqueira não come da fruta, tanto que ela demora a crescer e frutificar. Sorte a minha que já encontrei uma jaqueira madura.
Eu amo jaca, dura ou mole... tanto faz! È uma delícia...o sorvete então...nem se fala...E o caroço é um excelente aperitivo. Basta  cozinhá-lo , tirar a casca e colocar sal ...e curtir com uma cervejinha gelada. Aí ninguém segura!
Ah, gente bonita, você se lembrou daquele grude ? Realmente é a parte desagradável da fruta, mas para evitá-lo é só  passar  óleo de cozinha nos utensílios e nas mãos.
Em tempo: não vale enfiar o pé na jaca, mesmo porque a pobrezinha da jaca, não tem nada com isso! 
Fique na paz!

         Dilene Germano

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ESTOU PRONTA...VAMOS DANÇAR?



Tem músicas que marcam algumas etapas na vida da gente.

Esta me lembrou dos tempos em que ia dançar elegantemente vestida no ITC

Do you wanna dance... que sonoridade..

Voltar no tempo... tem músicas que possuem esse poder.

Vestindo os velhos tempos. Assim é que me sinto ao escutar essa música.


- “Agora, por favor querido, podes ajudar-me a pôr o colar de pérolas?
- Pois não, meu amor.”
- Estou pronta...vamos dançar?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

.PRA EMBALAR MEU FIM DENOITE. (Dilene Germano)




A música me desliga de tudo que me faz mal, me deixa melhor quando estou triste, me faz pular, cantar e dançar ...quando é possível. Me faz esquecer meus problemas, leva minha mente para outra dimensão.
Às vezes me faz lembrar coisas que eu queria esquecer, mesmo assim, ela é a essência da vida. Não precisa ter letra, não precisa ter sentido, nem precisa ser do meu país. O que importa é o som, um som maravilhoso que serve para me acalmar. Como essa do vídeo... tirando algumas lembranças para dançar...


VIZINHOS OU PARENTES?


Na cidade de Porciúncula, o nome de minha rua era Leopoldina, numa homenagem  à Imperatriz , primeira esposa de D. Pedro I. Em Itaperuna, minha rua ganhou o apelido de “ Julinha” , com as devidas  desculpas ao grande Júlio César, ditador romano, que deu o nome à rua.Ave César!!!!

É até engraçado dar nome às ruas de pessoas envoltas em majestade e poder, desconhecidos até da maioria dos moradores, na época, pessoas humildes, pobres, trabalhadoras, onde o luxo era a solidariedade entre eles.
Nas duas cidades, a vizinhança era uma relação de parentesco. E nem precisava ser vizinho de quintal.Todo o bairro era uma grande família.

Tudo se emprestava: livros, remédios, ovos, pó de café, xícaras de açúcar... Quando havia um casamento reunia na casa dos pais da noiva, as melhores cadeiras da rua, os melhores copos, pratos, talheres do bairro, o que depois da festa eram devolvidos religiosamente aos seus donos.
Fome, doença, desemprego, alegria, dor, briga, tudo era compartilhado. 


 Nessa época, como não existia televisão, tinha-se o costume de volta e meia, fazer uma visita aos vizinhos, conhecidos ou parentes. E olhe que quem recebia, não precisava ser avisado, as visitas eram de surpresa mesmo.  Coisa de bom mineiro!E ninguém ficava constrangido, porque sempre tinha alguma coisa a oferecer ao visitante.

 E numa dessas visitas, na casa de Dona Anterolina, famosa por seus doces , lá fui com minha mãe e irmã. No meu pensamento, povoavam goiabadas, pudins, doces maravilhosos!

 A surpresa sempre vinha mais tarde, e durante a conversa, eu me mantinha educadamente , como uma boa menina deveria ser. Mas o meu pensamento ia de um doce ao outro: o que será que ela vai oferecer? Depois de esperar, o que para mim foi uma eternidade, minha mãe começou a se despedir. Mas como assim? E o doce?

Foi quando dona Anterolina, nos chamou para a cozinha e lá na mesa estavam meus tesouros: goiabada com queijo!
Como era de praxe, a dona da casa nos servia. E eu, bastante ansiosa, soltei a seguinte pérola: a senhora poderia me dar um pedaço maior do que o da minha irmã?  Resultado: minha mãe coberta de vergonha e eu na certeza de levar umas boas chineladas! Nessa época estavam dentro da lei e não traumatizavam.
 Tive meus medos, minhas alegrias, meus sonhos, meus segredos...E estranho..tudo me trás saudades!


Olhe que já ganhei muita lata de marmelada, goiabada, refrigerantes, etc.
Quando o circo do Sr. Bartolo chegava, era um acontecimento! Nessa época, não havia lan-hauses, vídeo-games, shopping. Televisão, só para ricos. O circo reinava soberano no campo do divertimento, sem concorrentes.

Como tinha uma vizinha (ah...bendita vizinha) que já trabalhara em circo, aproveitava para ir com ela e entrar de graça. Ficava encantada com as atrações: globo da morte, contorcionismo, malabarismo, trapézio, mágicas e principalmente o teatro.

Encenavam  peças maravilhosas, mas tinha uma, baseada numa música que eu cantava e chorava até dormindo: “Coração Materno”. Também pudera, eu não perdia um espetáculo!

 Minha sensibilidade já estava sendo despertada e lições de superação e capacidade humana estavam sendo aprendidas.
Ah! Instantes de mim...


Fique na Paz!        
                     Dilene Germano


terça-feira, 3 de setembro de 2013

A DIVINA PROPORÇÃO (Dilene Germano)

“ A arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.” Leonardo Da Vinci
“A arte faz parte da vida. Através da poesia, da crônica, das formas, das cores, dos sons, e da paisagem expressamos sentimentos e nos envolvemos...”

Não tenho formação em História da Arte, mas sempre busquei conhecimento nessa área e  ela me encantou quando passei a lecioná-la.Todo conhecimento só é bom quando nos modifica para melhor. E foi isso que aconteceu na minha vida .O contato com a vida dos grandes artistas, seus talentos, dificuldades e o tempo vivido por eles, foi uma maneira de me sensibilizar, de me manter viva  e pensante, como também, importante para registrar sentimentos e descobertas.

 Antes mesmo de sermos considerados “ seres humanos” , o homem pré-histórico já registrava em paredes de cavernas, o que vivia e presenciava.

Se no século 21, nossas “cavernas e paredes” mudaram muito, o desejo de perpetuar a história e o conhecimento de milhares de anos a.C, se desenvolveu, mudou, extrapolou, encontrou-se nas mais diversas formas de manifestação: a arte.
Arte guardada em museus, caríssimas e únicas e arte nas ruas, guardadas na mente, igualmente singulares.

A humanidade vive e viverá a eterna busca pela perfeição. Mas afinal, o que é uma perfeição?Vamos a um pouquinho da história da arte para entender como a curiosidade, inteligência e aprimoramento nos  deixaram obras maravilhosas.
As conchas, o corpo humano, as flores, enfim, a harmonia da natureza chama a atenção.

E quem percebeu isso foi Leonardo Da Vinci, que juntamente com a o matemático Luca Pacioli, estudaram esse fenômeno. E desse estudo, descobriram que o desenvolvimento da natureza obedece a uma proporção perfeita e harmônica, que passaram a chamar de “ Divina Proportione” : as proporções divinas da natureza.

Os quadros “ Nascimento de Vênus” de Botticelli e a Mona  Lisa do próprio Da Vinci, a Ilíada de Homero, a construção das pirâmides do Egito e as famosas sinfonias n° 5 e n° 9 de Beethoven, seguem a proporção divina.
Ver uma dessas obras em original deve ser um raro prazer, esse efeito harmônico  é uma sensação de bem estar. Essa obras deveriam ser consideradas patrimônio público! É inegável que a beleza, a harmonia, o prazer e o amor são inspirações eternas da arte.

Mas é importante lembrar que também a solidão, a doença e a dor são igualmente temas e motivos das obras dos maiores artistas da história da humanidade.

É só pensar nas obras de Vincent Van Gogh, que transformou as tormentas de seus “fantasmas” pessoais em obras lindíssimas como os Girassóis.

A famosa obra de Edvard Munch, “ O Grito”: pintor e gravador de angústias existenciais e ameaças invisíveis.

O eterno mestre Michelângelo, que com dores lancinantes esculpiu Davi, uma das mais belas e perfeitas obras da História da Arte.

E Frida Kallo, com seu corpo mutilado e exposto, desafiando a vida e a morte.
Sem falar da beleza celestial das obras de Aleijadinho!

E nós, simples mortais? Podemos desenvolver alguma arte? Sim... a  arte da generosidade, da bondade! Nós sentimos, nos emocionamos diante da beleza ou sofrimento alheio...à distância , mas muitas vezes ficamos indiferentes às desgraças que ocorrem ao nosso lado.

Passamos perto de um pedinte sem ao menos ver seu rosto, debulhamos nossos problemas , quando o outro precisava desabafar. Negamos uma roupa por não ser o momento apropriado para pedi-la.E passamos essa ajuda ao mais próximo.

 Ficamos sensibilizados diante das grandes tragédias mostradas pela TV, nos solidarizamos e até nos mobilizamos. Mas e aquele que está ao nosso lado? Por que não ajudamos ? Será por opção ou por falta de oportunidade?

Será que para conectarmos à “Divina Proportione” , precisaríamos ter o talento de Da Vinci, Michelângelo, Van Gogh, Monet, Matisse, Aleijadinho, Di   Cavalcanti, Picasso? Creio que não: basta nos espelharmos no maior Mestre de todos os tempos, Jesus Cristo, na difícil arte de fazer o bem. Faça de você uma obra-prima de bondade .

 Seja o seu “Michelângelo”, esculpa o “ Davi” de sua vida!
Fique na Paz!

                     Dilene Germano

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"CADA UM DE NÓS COMPÕE A SUA HISTÓRIA..." (Dilene Germano)

Gente bonita, de vez em quando escolho uma música tema para me acompanhar, que fosse toda eu, que eu pudesse cantar pra mim mesma toda vez que fosse introduzido um capítulo novo da minha história.
Uma canção tema para me dar força, ânimo e fzer com que eu fosse reconhecida, ainda que esse reconhecimento fosse só por mim mesma.
Com o tempo, minha música deixava de fazer sentido, e eu percebia que era tempo de mudá-la. E percebia também que eu tinha mudado. E escolhia outra, e outra, e outra. Porque mudar é bom e faz bem. E depois, nenhuma música fica  eternamente nas paradas de sucesso.
“Tocando em frente” é a música tema que diz quem eu “estou” agora.
“ Ando devagar ...porque já tive pressa e levo esse sorriso...porque já chorei demais.”
Essa rase é linda...mas no meu caso diz...meias-verdades: ando devagar de vez em quando, na maioria das vezes sou bastante apressada; sorrio sim com bastante frequência ...e ao mesmo tempo, sou um tanto séria. E...não chorei demais, nunca se chora demais. As lágrimas são bênçãos que lavam a alma e nos faz renascer. Já chorei de tristeza, alegria, felicidade, frustração, dor, raiva, decepção, esperança ...Tantos choros  e não sou um tipo chorona.
Parece que minha realidade não cabe nessa frase, mas que ela é linda, ah...isso é!!!!
E depois de tantos paradoxos...tudo nessa  frase é verdadeiro porque “ ando devagar...porque já tive pressa e  levo esse sorriso...porque já chorei demais.”
Fique na paz!
                                   Dilene Geramano

domingo, 1 de setembro de 2013

SOL DE PRIMEVERA (Dilene Germano)

Palavras eternas de Cecília Meirelles, nos dando boas vindas ao mês de setembro:

"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la... Arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores...

É certo que a primavera chega...

É certo que a vida não se esquece, e a terra, maternalmente, se enfeita para as festas da sua perpetuação."

Primeiro sol de primavera.
Tempo de renovar... Tempo de plantar as melhores sementes...
É exatamente o devemos fazer: um jardim florido em nossos corações. É fácil: o melhor adubo para florir nossos corações é o sorriso. O rosto se ilumina como o sol, os pensamentos ficam sem nuvens e aí...A flor do bem estar encontra espaço e ambiente para crescer
Agora é hora de plantar a semente. Que cresça nutrida, forte...Ela é a semente da solidariedade.
 Semeando a solidariedade poderemos formar um jardim capaz de mudar a vida.
E o que é solidariedade, afinal? Solidariedade é um desejo do coração, do fundo da alma que vira uma atitude. É o bem transformado em gesto. E... de repente... a alma se enche de alegria e o coração fica lotado de carinho. Isto é solidariedade.
Por isso eu gosto muito da primavera!
Fique na paz e faça o bem para alguém.
                                                Dilene Germano