domingo, 10 de janeiro de 2016

VIVENDO E APRENDENDO (Dilene Germano)

  Eu sempre acho que nossa vida é uma música sem fim, até quando tudo está em silêncio. E por mais que as atitudes sejam nossas, é essa música que nos leva, nos dá as dicas de como devemos nos mover. O ritmo é muito importante e quando o seguimos, o ar se encaixa – melhor com a terra, nos sentimos mais firmes em nós mesmos e o universo do qual estamos vivendo, nos acolhe.

Saber alguns passos ajuda, por isso que procuramos conhecimento ao longo da vida e treinamos o que sabemos de acordo com as oportunidades. Quando a música acelera é preciso ter uma carta na manga, ou melhor, um passo na ponta do pé. O que a gente não pode é parar.

Esses dias li uma frase do Eisten que dizia: “A vida é como andar de bicicleta. Para termos equilíbrio, é preciso estar em movimento”. É isso. Diria até que, nesse caso, outra maneira de andar de bicicleta é dançar conforme a música.

Com vocês, Charlie Chaplin, um homem que seguia a música como ninguém e cujas letras nos ensinam até hoje...

 Fique na Paz!
Dilene Germano


sábado, 9 de janeiro de 2016

VITORIOSA (Dilene Germano)

É isso e aqui estou eu:vitoriosa aos setenta e poucos anos! Não vou ser otimista a ponto de definir esta como a melhor idade. Somente sei que me sinto bem. Olho para dentro de mim e não encontro erros que me constranjam, que não possam ser justificados pela conjuntura que cercava a situação. Lógico que foram erros, hoje sei que não os repetiria. Sei também que cada idade tem posturas que lhes são peculiares, as atitudes que tomamos aos 20, aos 30 ou mesmo aos 40, creio eu, jamais seriam repetidas aos setenta.
Mais engana-se quem me imagina como uma recatada senhora. Convivo com o tempo conforme ele vai caminhando. Fui menina, fui mocinha, fui jovem, adulta, hoje, idosa diante da Lei. Mas qualquer que tenha sido a época, em todas fui mulher, gênero feminino. Assim, continuo a vivenciar essa dádiva divina. Se não dá mais para usar biquíni, besteira... uso um maiô cuidadosamente escolhido para esconder o que não me favorece e realçar o que realmente me embeleza.
Se não posso usar os adorados sapatos vermelhos de salto agulha, troco-os, conservando a cor e adaptando o salto. Se não há como ostentar aqueles maravilhosos decotes, a gente inventa, coloca transparências, uma fenda, um detalhe em renda, o importante é sentir-se bem.
Até porquê se existem limitações decorrentes da idade, nos tornamos mais sábias, Usamos nossa inteligência para driblamos o que possa nos causar restrições. Esse é um aspecto interessante dessa nova fase do nosso viver.
Bom essa é a minha análise, que me faz sentir vitoriosa. Se concordam agradeço mas, se discordam e quiserem expor suas observações estou aberta a ouvi-los.
Fique na paz!

Dilene Germano

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

QUE TAL UM PASTEUZINHO? (Dilene Germano)

Já vi muita gente deixar a carne do prato para comer por último. Comer a massa da empada ou do pastel em primeiro lugar. Com certeza eu também já fiz isso. Quantas vezes comprava uma roupa nova e separava para uma ocasião especial, geralmente ela nem existia ainda, mas se um dia aparecesse lá estaria. Costumava separar minhas roupas em roupa para sair, para trabalhar e para ficar em casa, era inconcebível usar uma blusa novinha em folha para ir trabalhar, “gastar a roupa”? De jeito nenhum! Tinha uma mania boba de achar que a melhor parte deveria ser deixada para o último instante, acreditava que assim, fecharia com chave de ouro qualquer acontecimento deixando o melhor para o fim.

Hoje não faço mais isso, uso roupa de sair para ir ao supermercado, ao banco enfrentar a fila da senha, não faço planos longos demais, se eu tiver que viajar, fecho os olhos e aponto o mapa, trabalho, não muito e nem pouco, o suficiente para que possa viver bem. Gasto meu dinheiro com coisas que me dão alegria, com pessoas que me fazem bem, os banqueiros não dão a mínima para mim, apreciam apenas conta bancária. Enfim, vivo cada dia, cada segundo, de modo que ele dure o tempo suficiente para que tenha valido a pena, para que eu tenha ao menos deixado algo de bom!

Então, gente bonita,  você pode achar que as massa das bordas do pastel é o mais gostoso, aliás as bordas são também importantes, senão o que seria do recheio, não é? Enfim coma o que quiser quando sentir vontade, e se o recheio é a melhor parte, então, coma primeiro. O importante é viver com harmonia com as loucuras desse mundo sem nos estressar, sem nos esquecer de viver as coisas boas da vida. Afinal, o poeta e filósofo Horácio desde os anos 20 a.C., aproximadamente, já nos dizia: “carpe diem quam minimum crédula póstero” (colha o dia, confia o mínimo no amanhã). Isso é o que desejo!

Fique na paz!

Dilene Germano

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

TOCANDO UMA VIOLA ENLUARADA ( Dilene Germano)



“ A mão que toca uma canção
Se for preciso faz a guerra
A voz que canta uma canção                                                  
Se for preciso canta um Hino.”

Aprendi a não me obrigar àquilo que não me faz bem. Aprendi a ser paciente. Aprendi a ouvir uma boa música quando a tristeza bater. Aprendi a ignorar o que me faz mal. Aprendi, sobretudo, a ter fé, por mais difícil que seja, o universo sempre irá conspirar a favor. Aprendi que a minha opção pela minha felicidade é só minha.
Ninguém poderá ser feliz em meu lugar. Se tenho uma “viola enluarada”, quem teve que aprender a tocar fui eu. Alcancei a liberdade em mim.

Fique na Paz!
Dilene Germano





quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

UM BRINDE À DESPEDIDA...E AO RECOMEÇO. ( Dilene Germano


“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, ... foi um indivíduo genial”. Foi mesmo Drummond. Não consigo conceber uma outra forma de reacender em cada um de nós a chama da esperança, de tempos melhores!

“...o milagre da renovação, e tudo começa outra vez ...”, a chance do recomeço, da esperança trocar de lugar com o pessimismo, com a angústia.

Metas, sonhos, objetivos, ambições, desejos, milagres, planos, ciclos, resoluções, consumações, encontros, ...... quanto querer para 2016.

Nessa caminhada incerta da vida, percorremos estradas que o mundo nos mostra, os atalhos que pegamos é por nossa conta e risco. Cada obstáculo, cada prova, cada dúvida só nos fortalece.

Vá em paz 2015, não que eu não vá sentir sua falta.... sentirei !!! Foi em 2015 que eu aprendi na prática que as vezes tem que se lutar mais de uma vez para vencer! Mas não faça cerimônia para nos deixar.
Deixe 2016 chegar, chegando! Ocupando todo o espaço que outrora foi seu!

Serão “... doze meses ... para qualquer ser humano se cansar ...” e  depois encontrar “... o milagre da renovação, e tudo começa outra vez, com outro número, e outra vontade de acreditar ... “ que tudo sempre pode ser diferente!

Fique na paz!!

Dilene Germano


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

HORTÊNCIO, O GAFANHOTO. (Dilene Germano)


 Estava na varanda quando dei de cara com esse bichão no galho de uma roseira... Pensei que o inseto fosse um grilo e logo o associei com o Grilo Falante , da história do Pinóquio ( adoro historinhas infantis)...Mas lembrei que o grilo faz barulho  com umas serrinhas que têm pernas: “cri, cri, cri”. Também não era uma esperança que possui asas e é verdinha. Por dedução, conclui que era mesmo um gafanhoto!! Praticamente um Gafanhoto Ninja!!!Tentei cutuca-lo com uma varinha, mas ele dava uns “coices” com suas pernonas compridas! Ele parecia fraquinho, mas depois de um tempo ele estava pulando pra lá e pra cá e entrou em casa.
Não sabia o que fazer com ele, já que teria que deitar pra dormir - mais cedo ou mais tarde. Pensei em como faria pra tirar o bicho do quarto... Mas confesso que senti certa aflição de pegar no inseto. E se ele, enorme, voasse pra cima de mim? Lembrei do trauma de baratas voadoras na infância. Me arrepiei...
Fiquei com ele um tempo e aproveitei para tirar uma fotinha. Mas com certeza eu não conseguiria dormir aqui dentro, então o coloquei para lá fora, com as plantinhas.
Na manhã seguinte, ele tinha sumido!!Espero que tenha ficado bem!
Ah, eu o batizei com o nome de Hortêncio!!
Fique na paz!!

Dilene Germano

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O MEU EU ÁRVORE... (Dilene Gemano)


Já fui arbusto, hoje sou árvore. Por fora muita casca enrugada, raízes profundas, e uma melhor capacidade de buscar o alimento da vida. Mesmo que alguns se aproveitem de minha sombra , o vento precisa ser muito forte para me derrubar, além de ter mais capacidade de suportar o período das secas.

Quem vai espalhar minhas sementes não serei eu, mas os pássaros que encontrarem abrigo em mim.

Que bom que minhas sementes estão sendo espalhadas por pássaros que voam juntos.

Fique na Paz!!

Dilene Germano