quarta-feira, 29 de outubro de 2014

QUANTO QUERER...(Dilene Germano)


  Ouvindo e cantarolando Djavan.  Adoro os trechos dessa canção, Samurai...
“Ai, quanto querer
Cabe em meu coração?”
Aaaaaaai quanto querer cabe em meu coração?.... Do nada, simplesmente  eu fiquei pensando nas perguntas da música dele.
Quanto querer cabe em meu coração?Antes eu achava que cabia muito. Hoje já nem sei. Parece que a gente fica mais velha e o espaço do coração se transforma num pedação, daqueles que cabem muito mais  coisas, mais  gente, mais vida. Então, eu fico assim, procurando coisas para colocar dentro de mim que é pra dar a impressão que estou cheia de novo.
Às vezes é ruim, de tanto querer a gente se magoa, se decepciona, chora, irrita, cansa e se cansa com facilidade. Como diz a música, "se não mata fere" e fere muito! As coisas poderiam ser tão mais fáceis não é verdade?
Mas como diz a canção...o amor atrai...a grandeza do querer que tenho no meu coração! Quer saber?
O meu coração está cheio de recordações, delícia, às vezes paro e sem perceber já estou sorrindo, ao me lembrar das coisas lindas que já me aconteceram. Tem sorriso de pessoas amadas que me surpreenderam, frases que ouvi e me fizeram tão bem, abraços apertados, papo furado à beira do fogão, risos soltos, tão exagerados que fizeram doer a barriga, filmes que chorei pensando ser eu a mocinha,  encontros que me fizeram esquecer como dói a saudade, viagens, presentes, surpresas. Convites, pessoas e tudo mais.
  Agora, se você quiser entrar em meu coração, eu deixo, mas com muito cuidado, para não destruir nada que consegui ao longo deste tempo. Tá bom assim?
Guardo bem guardadinho os meus melhores sentimentos e lembranças.
“Mas eu tô tão feliz!!!! Dizem que o amor atrai...”  Concordo plenamente com essa frase, “o amor atrai”...
E atrai mesmo, coisas positivas, energia boa, sentimentos que fazem bem, motivação....
 Sou do principio que AMOR gera AMOR ao quadrado !
O dia em que aprendermos isso, certamente seremos mais felizes, sem abalos!
E não vou parar de querer e querer tanto...
Fique na paz!

Dilene Germano


terça-feira, 28 de outubro de 2014

CAI...CAI...TANAJURA... (Dilene Germano)





Agora a tarde, depois da chuva de ontem, dei de cara com uma coisinha que não via desde muito tempo no chão de minha varanda. Logo pensei: tanajura! Gente bonita, cadê as tanajuras que não via há muito tempo? Depois vieram mais algumas...poucas.
Todo mundo sabe o que é uma tanajura, né? Ou será que não? É a formiga com bumbum grande e asinhas.






Lembro que na minha infância chovia tanajuras e o quintal ficava cheio delas espalhadas pelo chão, se escondendo nas árvores, tentando entrar em casa e eu maravilhada com os bichinhos que caíam do céu. Tentava catar algumas mais bobinhas.
Para quê? Pra nada, ué! Tinham pessoas que gostavam para usá-las na culinária. Mas eu não curtia esse tipo de degustação e nem  fazia maldades com elas, para me divertir!
Essa é a graça de ser criança: saber aproveitar cada momento, sem ter motivo, razão ou objetivo para isso.




Depois de capturar algumas, era hora de deixá-las em liberdade e fazer novas prisioneiras. Depois, todo mundo era feliz, não havia feridos. E nem baixo-astral que resistisse à uma animada tarde de chuva de tanajuras!
Hoje, tenho quintal com árvores, não tenho mais infância e nem as tanajuras chovem mais por aí! Achei que nem existiam mais tanajuras, que estavam extintas.
Ou será  que extinta está minha alegria sem motivos, só por não estar chovendo tanajuras como antigamente...
Uma pena!!!!
Desejo uma chuva de tanajuras de felicidades para todos nós!
Fique na Paz!
  Dilene Germano


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

MULTIPLURAL (Dilene Germano)




Hoje, mais do que necessário, é exigida uma fragmentação de nosso eu , como se fôssemos um...Frankenstein pós-moderno. De vez em quando, vestimos nossas outras peles.Mas, quando percebemos  que apesar  dessa fragmentação de “eus” a que somos obrigados, abraçamos todos os eus de nós mesmos e ainda continuamos constituídos em  uma criatura multiplural!
Assim, tem hora que sou criança, me pego brincando ou até mesmo brigando por bobagens.
Tem hora que sou muito velha e rabugenta, certos barulhos me incomodam;
De repente, viro filha carente, louca por um colo...
Sou estrela, quero todas as atenções para mim,
 Sou platéia, viro fã das coisas simples, que acontecem todos os dias e  vejo nelas algo fantástico.
Mulher, criança, mãe, avó, velha, jovem, esposa, tia, profissional, vizinha, irmã, patroa, empregada.
Dentro de mim existe uma multidão e tenho que agir de forma diferente a cada instante.
Tenho que ser psicóloga, amiga, ouvinte, nutricionista, médica, conselheira, da limpeza, bióloga, decifradora de sintomas,cozinheira, professora, pai, mãe, avó, irmã, prima, tia, parente próximo e distante...
Tenho que tratar, curar, resolver, calar...Tenho que sorrir sempre, responder nunca, concordar a todo momento...Tenho que resolver, encontrar, procurar, apressar ...Tenho que ligar, chamar, ensinar, aprender, adivinhar, fingir, contar...
Vou de um lado para o outro no palco da vida, segurando todas essas sensações contraditórias, representando vários papéis ao mesmo tempo. Personagens que querem viver intensamente.
É ruim? Acho até que não! Essa multidão dentro de mim pede movimento, ação. E por isso devo lutar para que cada um desses tipos, desses personagens que vive em mim, tenha seu momento de alegria, de sucesso. E é preciso muita luta para comemorar o sucesso de cada um. Lembra-se do “ unidos venceremos”? Nada mais certo: a força da união é definitiva. Com certeza, posso tornar o mundo mais leve e otimista, e estamos precisando muuuuito disso!
Eu, plural, forte, sei que sozinha, tenho que ser um exército preparado para vencer, porque...somos muito em um só!
 Como disse Adélia Prado entrando no fundinho da alma feminina e nos enxergou assim : Mulheres desdobráveis!!!!!!  Fique na Paz!                      

               Dilene Germano

terça-feira, 21 de outubro de 2014

UM DIA DE CADA VEZ...(Dilene Germano)


Hoje vou vivendo um dia de cada vez, procurando conservar este humor que me faz rir de mim mesmo a cada tropeço. E meu inconfundível toque de Polyana que acredita que tudo tem um lado bom e vai melhorar. Mas não pense que é assim...assim...

Esta vocação de Fênix dá trabalho, mas sempre que se ressurge das cinzas, a pele volta ótima. Afinal alguma coisa tem que compensar.

Então...que tal uma pipoca de microondas, um chocolate quente, ou um copo  trincando de gelo  com Coca Zero.?

Se puder e quiser esbanjar, abra um Champagne...Tá bom...um Prosseco! E brinde a vida. Porque ela dá voltas, e quando ela passar por aqui de novo  eu agarro ela pelos cabelos!

Fique na paz!

   Dilene Germano

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SURPRESAS DA NATUREZA (Dilene Germano)





Na entrada do meu sitio há três pés  de buganvílias. É uma trepadeira muita esguia, cujos galhos sobem muito alto, buscando a luz do sol. 


Todo ano eles repetem a sua linda floração…Mas estava muito florido apenas nas pontas dos galhos mais altos. Fiquei meio chateada…Queria tirar fotos dos seus ramos encantados….Mas como ?

Tem gente que diz que conversa com as flores. Duvidando um pouco, resolvi fazer essa experiência: tive uma  conversa com as árvores... Sem ninguém escutar, apenas eu e elas. Pedi-lhe que no próximo ano elas tivessem a delicadeza de florir também em alguns galhos mais baixos.. Porque aí sim, eu poderia tirar-lhe lindas fotos.  Ela apenas deixou a brisa da tarde balançar-lhe os galhos. E ficou lá , naquele silencio suave de todas as árvore.



Naquela noite, um vento mais forte soprou por todo o quintal. Quando amanheceu o dia, fui ver a bagunça que o vento  tinha deixado. E qual não foi a minha surpresa em descobrir que um  dos galhos mais floridos do buganvília  havia se quebrado e agora estavam se  derramando em flores pelo caminho do portão! Sei que tudo apenas foi uma feliz coincidência… aproveitada para tirar as fotos  desejadas.
Mas bem lá no fundo da alma, me espantei e me encantei com as surpresas da natureza. E o vento, depois bem mais calmo, parecia me dizer no ouvido : ” Quem disse que árvore não escuta os pedidos da gente ?”
Fique na Paz!

  Dilene Germano


domingo, 19 de outubro de 2014

DO BRANCO E PRETO AO COLORIDO (Dilene Germano)

Aprecio  ver e tirar fotografias. É uma forma de eternizarmos os nossos momentos. E é tão prazeroso recordar o passado, olhando pra elas. Quantas emoções elas registram! Não sou nada fotogênica, mas, mesmo assim, nem ligo, e tiro todas, kkkkkkk
Buscando minhas recordações chicobuarquianas, encontrei-me com esta canção que não ouvia há algum tempo.
Sem motivo aparente, resolvi coloca-la aqui para ilustrar o texto, apesar da dor do poeta.
Chico Buarque, lindo, profundo, ......conseguiu colorir meu retrato. A moldura ficou por conta da voz de Ana Carolina.
E no meu álbum vou colecionando sonetos...e não mais retratos em branco e preto a maltratar meu coração!

Fique na paz!
Dilene Germano



sábado, 18 de outubro de 2014

MEU CORAÇÃO..EU SEI PORQUE... (Dilene Germano)

“Meu coração...não sei por que...” Mas o meu coração...eu sei por que... bate feliz.. num clima carinhoso.
Tem coisa melhor do que carinho?!
Para embalar estes momentos de expectativas, de bons propósitos, de desejos de felicidade... nada melhor do que ouvir essa música: Carinhoso, letra imortal do Pixinguinha.
Este chorinho é uma delícia e carinho sempre faz bem...  “Carinho é quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo." (O teatro mágico.)
Hoje mesmo estava pensando sobre pessoas, relacionamentos, e descobri que o tempo para ser feliz é agora! Você já parou pra pensar que cada momento que se vai, não volta? Então, não deixe passar aquela  oportunidade que você tem hoje, agora e faça um carinho em quem está ao seu lado.
Meu coração...eu sei por quê... 
Um final de semana bem 'Carinhoso' para todos os amores mundo afora...!! E, para entrar de verdade no clima, 'Carinhoso' na voz de Djavan.
Fique na paz!

   Dilene Germano