Sua majestade, o Urubu: Como todo e
qualquer ser vivo ele tem a sua particularidade. Você pode me dizer que ele é
nojento porque come carniça... Mas eu não me sinto no direito de julgar os
hábitos alimentares dele. Além do que, acho que ele é muito bonzinho de não
tirar a vida de ninguém pra se alimentar, tomando a decisão de aproveitar
aquilo que já está morto.
Glamouriza-se tanto outras aves de
rapina, fala-se tanto da beleza dos gaviões e das águias... E não se fala que
em todo esse esplendor, eles também comem carniça de vez em quando. Pelo menos
é o que tenho visto aqui por perto do
sítio... A vida não tá fácil pros gaviões, não existem muitos bichos vivos para
serem caçados.
Que tal um outro olhar? Deixando de
lado esses dois pontos (tipo de alimento e cheiro) vale observar a aparência do
urubu.
O ponto é: os urubus são bonitos. O
Urubu tem uma beleza única, sua cabeça e pescoço são bonitos. Pesquisando
descobri que eles vivem a vida inteira
em uma única união como casal, é a única
ave que ganha altura sem bater as asas, ele é referência para os
aviadores, pois eles conseguem estar
onde há correntes de ar quente, e essas correntes são excelentes para as
aeronaves que estão em voo, principalmente se houver problemas com os motores
das aeronaves durante o voo. Os pilotos tendem a direcionar suas aeronaves para
onde há urubu voando.
Nossas
matas, praias e áreas urbanas são limpas por causa da ação do urubu.
E
E o fato da humanidade denegri-los só
acontece porque estamos acostumados a julgar demais o que os outros comem, seja
no sentido literal, seja no sentido figurado. E eu precisava tornar isso
público, porque até hoje me sinto culpada por não ter interrompido as histórias
falando mal do urubu.
Afinal, mau é aquele que conta uma
história tão cruel, sobre um bicho que contribui tanto para o equilíbrio
ecológico, e que fica tão lindo de asas abertas, num desses voos rasantes.
Assisti e bati essas fotos amadoras.
Foi um Show. Assisti perplexa e
extasiada.
Com o olhar acompanhei seu voo até
perdê-lo de vista. E imagino, esse seu
voo/show foi para dizer-me: Bom Dia!!!
Não sei se cansado de ser sozinho e
solitário ele resolveu ir embora.
Passei a gostar de urubus. Apesar de
não ser flamenguista!!!!
Pegando carona nesta foto de minha
filha numa réplica do Taj Mahal, deixei correr solta aquela vontade de dar
um “pulo’ até á Índia, para conhecer
esse suntuoso monumento que um príncipe enamorado construiu para sua amada
esposa. Um dos monumentos mais lindos do mundo e é considerado patrimônio da
humanidade. Um lugar que adoraria conhecer e me encanta muito, pois ele possui toda uma história por trás dele e
é incrível.
Então, gente bonita, vou me jogar nesse colorido Caminho das Índias e
viajar nessa, que segundo o Jorge, é “a mais linda história de amor” de todos
os tempos.
É considerado uma das maiores provas de
amor do mundo, visto que foi construído por um imperador depois que uma de suas
esposas faleceu dando a luz. O Taj Mahal é construído sobre o tumulo dela e
será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo. É mais do que uma ode ao
amor, ele representa toda a eloquência que este sentimento pode ser.
Durante séculos, o Taj Mahal inspirou poetas,
pintores e músicos que tentaram capturar a sua magia em palavras, cores e
música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para ver esta esplendorosa
beleza, sendo poucos os que lhe ficaram indiferentes.
Diz-se que o imperador Shah Jahan
também tinha a intenção de construir o seu próprio mausoléu. Este seria do
outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, todo em mármore preto e unido ao
Taj Mahal através de uma ponte de ouro, o que não aconteceu, já que, após
perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus
alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por
fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal, pois após a sua morte, o
imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na
perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.
Dizem que depois de 20 anos trabalhando
na construção do Taj Mahal, os trabalhadores tiveram seus braços cortados, para
que nunca mais se construísse algo dessa magnitude.
A quem diga que essa é uma das muitas
lições que o Taj Mahal tem para nos ensinar, pois comprova que toda beleza, por
mais linda que seja, sempre possui um pequeno detalhe de imperfeição…como
aqueles por quem nos apaixonamos…
Veja bem, nesta história, não existe
final feliz ou triste.
Deixo aqui para vocês um refrão da música de
Jorge Ben Jor que também se inspirou no amor deles e agora que eu lembrei não
sai da minha cabeça:
Acessando o youtube, encontrei esse vídeo. Eu já
conhecia essa música de outros tempos, e por sinal muito legal!
Ela tem um pouco do SSS do saudades,
mas traz toda a esperança do mundo. Sem contar que a canção “Quizás, quizás,
quizás”, é linda, sensacional! Dá vontade de sair dançando.
Só que eu comecei a prestar atenção à
letra. Mais parecia um recado que ela
queria me passar. Já de cara, no primeiro verso do refrão : “estás perdiendo el
tempo...” . Puxa vida, estou perdendo tempo!!!Ai lascou!
Não deu nem um quarto de segundos, veio
a segunda parte: “piensando...piensando.” Que alívio!!
Entendi o recado: pare de pensar
besteira, vista a capa da sabedoria antes de ficar perdendo tempo!
É por aí...quando eu digo quizás, eu
posso tudo. Tenho todas as oportunidades e todas as possibilidades. É como se
eu tivesse dentro de mim aquela fé que remove montanhas. Aquele pensamento
positivo que livros de autoajuda, do tipo de O Segredo, garantem que podemos
realizar tudo com a força do pensamento.
Quizás pode vir acompanhada de um por
que não? É, isso mesmo, por que não? Por que não podem aparecer soluções para
coisas que aparentemente não têm solução? Por que não pode aparecer uma
oportunidade que faz com que aquele sonho tão desejado torne-se real?
Quizás, nada na vida acontece por acaso
e quem sabe escolhemos sem perceber as pessoas que entram nas nossas vidas e
somos nós que decidimos o que vamos experimentar a cada dia. Se isso for
realmente verdade está na hora de aprendermos a domesticar o nosso cérebro.
Quizás, quizás, quizás…
Então um pouco da música para
nós:quizás...quizás...quizás...
Esta semana fui visitar uma amiga e
ganhei de presente uns potes de geleias. Huuuummmm....que delícia!!! Pedi a receita e fui tentar fazer
com outras frutas. A primeira não deu muito certo, mas as outras ficaram ótimas.
Depois de prontas coloquei nos potinhos e quando fui colar os rótulos, meus
pensamentos tagarelas começaram a se manifestar : sabe que tem gente que transforma as pessoas em potes de geleia?
Como assim?
Sim, toda vez que julgam
precipitadamente, criando rótulos, estão comparando as pessoas a objetos.
Objetos podem, muitas vezes, ser
facilmente explicados, descritos, compreendidos. Basta um desenho, um esquema,
ou algumas palavras e está tudo resolvido.
Mas com as pessoas a coisa não é tão
simples assim! É verdade, gente bonita! Eu não gosto de ser rotulada. Não sou
produto para ser carimbada em uma definição: geleia de jabuticaba, geleia de
manga, geleia de abacaxi com pimenta..... Rótulo foi feito pra produto, pra
minhas geleias, por exemplo. E eu não estou num pote, para que as pessoas me
escolham de acordo com o gosto delas. Não pertenço a nenhuma tribo. Posso ser
várias e ao mesmo tempo ser uma só. Sou
livre ( de certa forma), sou flexível,
estou aberta a diversidade, mudo de opinião ou não, sou plural. Meu conteúdo é
mutante , mas sempre lutarei para ser e fazer o que me faz sorrir, brilhar e viver...
Se eu estivesse sob o céu de Paris, tenho certeza
que estaria visitando nesse momento a Torre Eiffel!Iria andar depois pelas
ruas de Paris e comprovar que sim, Paris é a cidade luz!
Como a fome iria chegar depois de uma
noite cheia de passeios, iria provar algumas das delícias francesas.
Depois poderia descansar em um hotel
lindo e luxuoso que tem vista para a Torre Eiffel!
Ai ai ai... essa chuvinha com aquele
chove um tantinho agora, deixa mais um tantinho para depois, me fez divagar e
dar um “pulo” até Paris. Mas foi só um momentinho. Já estou de volta.
E nem mesmo um croissant eu tenho ,
então é provável que eu compre um sonho de supermercado (aqueles com um mega
recheio de creme ) só pra ritualizar esse momento "delícia de
chuvinha" e esse momento “Sous le ciel de Paris".
Preparo um chazinho naquela xícara
linda com a torre Eiffel, deixo Edith Piaf cantando baixinho ... Essa música é
tudo num dia chuvoso , combina com um "peignoir" (penhoar) de oncinha !É chic...rsrsrs
Isso não significa que aderi ao tom selvagem é
questão de moda mesmo. E nessa de fazer umas visitinhas nas lojas, acabei descobrindo que nem se usa mais este
nome ... agora é falar "Animal Print". !!!! Como é que se fala isso
em francês?
Gente bonita, tudo culpa de meus pensamentos
tagarelas, mas fiquei morrendo de vontade disso ser verdade, quem sabe algum
isso acontece não é? rsrsrs
Parece bobagem, mas não é ... perdemos o poder de descobrir o lado
interessante de cada banalidade e com isso, nós é que nos banalizamos.. Paris...je t´aime !!!!!!!
Gente bonita, por acaso você viu meu
tempo por aí? Onde é que ele se meteu? Durante muuuuiiitos anos, trabalhei fora
e mesmo assim conseguia tomar conta da minha vida ( dos outros, graças a Deus
nunca tive tempo), de meus filhos, mãe, marido, serviços burocráticos, casa e
ainda bater pernas...
Agora que estou aposentada, as horas
que trabalhava fora caíram no buraco negro e sumiram...Ontem mesmo foi quarta-feira
e hoje já é de novo! Onde se meteu a minha semana? Ah Está bem...eu sei que se
parar para pensar eu fiz um milhão de coisas...mas é daí? O tempo passou e eu
nem vi...
Gente bonita...será que o tempo só não
passa para quem trabalha fora? Se é assim, eu desisto, não vou mais procurar.
Se o tempo quiser sumir que suma!!!! Eu é que não abro mão da vida que estou
levando agora...rsrsrs