domingo, 30 de novembro de 2014

E POR QUE NÃO? (Dilene Germano)

Acessando  o youtube, encontrei esse vídeo. Eu já conhecia essa música de outros tempos, e por sinal muito legal!
Ela tem um pouco do SSS do saudades, mas traz toda a esperança do mundo. Sem contar que a canção “Quizás, quizás, quizás”, é  linda, sensacional!  Dá vontade de sair dançando. 
Só que eu comecei a prestar atenção à letra. Mais parecia um recado que  ela queria me passar. Já de cara, no primeiro verso do refrão : “estás perdiendo el tempo...” . Puxa vida, estou perdendo tempo!!!Ai lascou!
Não deu nem um quarto de segundos, veio a segunda parte: “piensando...piensando.” Que alívio!!
Entendi o recado: pare de pensar besteira, vista a capa da sabedoria antes de ficar perdendo tempo!
É por aí...quando eu digo quizás, eu posso tudo. Tenho todas as oportunidades e todas as possibilidades. É como se eu tivesse dentro de mim aquela fé que remove montanhas. Aquele pensamento positivo que livros de autoajuda, do tipo de O Segredo, garantem que podemos realizar tudo com a força do pensamento.
Quizás pode vir acompanhada de um por que não? É, isso mesmo, por que não? Por que não podem aparecer soluções para coisas que aparentemente não têm solução? Por que não pode aparecer uma oportunidade que faz com que aquele sonho tão desejado torne-se real?
Quizás, nada na vida acontece por acaso e quem sabe escolhemos sem perceber as pessoas que entram nas nossas vidas e somos nós que decidimos o que vamos experimentar a cada dia. Se isso for realmente verdade está na hora de aprendermos a domesticar o nosso cérebro. Quizás, quizás, quizás…
Então um pouco da música para nós:quizás...quizás...quizás...
Fique na Paz!

Dilene Germano

sábado, 29 de novembro de 2014

RÓTULO FOI FEITO PARA MINHAS GELEIAS (Dilene Germano)


Esta semana fui visitar uma amiga e ganhei de presente uns potes de geleias. Huuuummmm....que  delícia!!! Pedi a receita e fui tentar fazer com outras frutas. A primeira não deu muito certo, mas as outras ficaram ótimas. Depois de prontas coloquei nos potinhos e quando fui colar os rótulos, meus pensamentos tagarelas começaram a se manifestar : sabe que tem gente que   transforma as pessoas em potes de geleia? Como assim?
Sim, toda vez que julgam precipitadamente, criando rótulos, estão comparando as pessoas a objetos.
Objetos podem, muitas vezes, ser facilmente explicados, descritos, compreendidos. Basta um desenho, um esquema, ou algumas palavras e está tudo resolvido.
Mas com as pessoas a coisa não é tão simples assim! É verdade, gente bonita! Eu não gosto de ser rotulada. Não sou produto para ser carimbada em uma definição: geleia de jabuticaba, geleia de manga, geleia de abacaxi com pimenta..... Rótulo foi feito pra produto, pra minhas geleias, por exemplo. E eu não estou num pote, para que as pessoas me escolham de acordo com o gosto delas. Não pertenço a nenhuma tribo. Posso ser várias e ao mesmo tempo ser uma só.  Sou livre ( de certa forma), sou  flexível, estou aberta a diversidade, mudo de opinião ou não, sou plural. Meu conteúdo é mutante , mas sempre lutarei para ser e fazer o que me faz sorrir, brilhar  e viver...

Fique na paz!
Dilene Germano

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"SOB O CÉU DE PARIS!!!" (Dilene Germano)


Se eu estivesse sob o céu de Paris, tenho certeza que estaria visitando nesse momento a Torre Eiffel! Iria andar depois pelas ruas de Paris e comprovar que sim, Paris é a cidade luz!

Como a fome iria chegar depois de uma noite cheia de passeios, iria provar algumas das delícias francesas.

Depois poderia descansar em um hotel lindo e luxuoso que tem vista para a Torre Eiffel!

Ai ai ai... essa chuvinha com aquele chove um tantinho agora, deixa mais um tantinho para depois, me fez divagar e dar um “pulo” até Paris. Mas foi só um momentinho. Já estou de volta.

E nem mesmo um croissant eu tenho , então é provável que eu compre um sonho de supermercado (aqueles com um mega recheio de creme ) só pra ritualizar esse momento "delícia de chuvinha" e esse momento “Sous le ciel de Paris".

Preparo um chazinho naquela xícara linda com a torre Eiffel, deixo Edith Piaf cantando baixinho ... Essa música é tudo num dia chuvoso , combina com  um "peignoir" (penhoar)  de oncinha !É chic...rsrsrs

 Isso não significa que aderi ao tom selvagem é questão de moda mesmo. E nessa de fazer umas visitinhas nas lojas,  acabei descobrindo que nem se usa mais este nome ... agora é falar "Animal Print". !!!! Como é que se fala isso em francês?

Gente bonita, tudo culpa de meus pensamentos tagarelas, mas fiquei morrendo de vontade disso ser verdade, quem sabe algum isso acontece não é? rsrsrs

Parece bobagem, mas não é ...  perdemos o poder de descobrir o lado interessante de cada banalidade e com isso, nós é que nos banalizamos.. 
Paris...je t´aime !!!!!!!

Fique na Paz!
Dilene Germano



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

CADÊ MEU TEMPO? (Dilene Germano)


Gente bonita, por acaso você viu meu tempo por aí? Onde é que ele se meteu? Durante muuuuiiitos anos, trabalhei fora e mesmo assim conseguia tomar conta da minha vida ( dos outros, graças a Deus nunca tive tempo), de meus filhos, mãe, marido, serviços burocráticos, casa e ainda  bater pernas...
Agora que estou aposentada, as horas que trabalhava fora caíram no buraco negro e sumiram...Ontem mesmo foi quarta-feira e hoje já é de novo! Onde se meteu a minha semana? Ah Está bem...eu sei que se parar para pensar eu fiz um milhão de coisas...mas é daí? O tempo passou e eu nem vi...
Gente bonita...será que o tempo só não passa para quem trabalha fora? Se é assim, eu desisto, não vou mais procurar. Se o tempo quiser sumir que suma!!!! Eu é que não abro mão da vida que estou levando agora...rsrsrs
Fique na paz!


Dilene Germano


terça-feira, 25 de novembro de 2014

SABOR DE AMORA (Dilene Germano)

  "Vou contar para o seu pai que você namora, Vou contar pra sua mãe que você me ignora,
Vou pintar a minha boca do vermelho da amora, Que nasce lá no quintal da casa onde você mora..."
Delícia assim é bom degustar fazendo arte: olha  a cor da minha mão. Tive que tomar cuidado porque essa frutinha mancha a roupa.... 


Esse pé de amora é beeem velhinho, e precisa ser escorado. Mas ainda garante frutos doces e deliciosos para alegria de crianças e adultos.  






  






O pé de amora estava lotado, com muitas frutinhas no chão  aproveitadas pelas galinhas. Disputando com os passarinhos consegui colher algumas. 




É uma sensação de interação com a natureza incrível. Eu aqui embaixo de uma árvore, colhendo e comendo os frutos de um ciclo inteiro. Eu à mercê da natureza. Nós também fazemos parte do ciclo dela.


 Acho que comprar frutas no mercado tira essa consciência. A fruta não sai de uma máquina. Ela vem de uma planta, que floresce e nos oferece frutas de presente. Frutas tão ricas que até tingem o chão.



Porque gostosura assim não se pinta a cara!   Deixamos por conta dos produtos de beleza industrializados ..Queria mesmo é ter uma alma manchada de amora, com sabor de amora, nada mais que amora..


Fique na paz!

 Dilene Germano










segunda-feira, 24 de novembro de 2014

MINHA BACIA DE JABUTICABAS (Dilene Germano)


Gente bonita,  se encante com...  “ Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão-somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.' O essencial faz a vida valer a pena.'”

 Lí esse maravilhoso poema de Rubens Alves e o absorvi como quem experimenta favos de mel, que no caso são jabuticabas.
Não sei quantas jabuticabas faltam em minha bacia, mas tenho pressa de aproveitar cada uma delas. Não tenho mais paciência para certos assuntos e atitudes, principalmente aqueles que estão longe do essencial da vida e da simplicidade.  Também acho que as pessoas deviam ser todas assim. Deviam saborear ao máximo. As pessoas deviam apreciar todos os momentos vividos ao lado de outras, desfrutando as delícias da alegria, da amizade, da solidariedade, do aconchego fofo e quente do amor, não permitindo que dúvidas possam ameaçar a essência do bem maior que Deus nos deu: a Vida e as pessoas que nos cercam.
O tempo passa voando, é preciso ter cautela, e aproveitar só a parte boa das coisas, as jabuticabas podres a gente joga no chão, e as boas vai chupando devagar pra sentir bem seu sabor...ou faz geléia, né? Pra aproveitar por mais tempo aquela alegria...
E você …o que fez com sua bacia de jabuticabas?Aprendeu a saboreá-las até o caroço?
Pense nisso…
Fique na paz!

   Dilene Germano 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

REFLEXÕES DENTRO DO CARRO (Dilene Germano)


Gente bonita,  você já teve aquela sensação de felicidade, dirigindo seu carro? Sei que é difícil, com esse trânsito caótico, com a falta de respeito, com a tensão, mas é possível sim. Fiquei pensando nisso ainda  hoje no carro, enquanto ia de lá para cá ou vice versa, procurando vaga para estacionar. E percebi que já tive várias  vezes. Pequenos "curtas" que movimentaram meu pensamento,  o que faz eu me considerar uma pessoa de sorte. Não que eu seja especial apenas porque me sinto feliz, mas porque vejo as pessoas ao meu redor sempre resmungando, sorrindo menos do que deveria, desejando mais do que precisa , se isolando num mundo virtual ou dependente de um celular.
Apesar da felicidade absoluta parecer distante, ela está mais próxima do que imaginamos. Ser feliz não quer dizer necessariamente que não temos pLEXÕES DENTRO DO CARROroblemas, afinal eles fazem parte da nossa vida e, de alguma forma, nos movem para a frente. Ou seja, é enxergar problemas como desafios. Parece simplista, mas funciona.
Durante essas minhas 7 décadas de vida, eu fui pouquíssimas vezes abatida por problemas, mesmo eles surgindo em vários instantes, algumas vezes quase me derrubando, outras me trazendo mais energia para supera-los. E eles continuam acontecendo e eu continuo lidando com eles da melhor maneira possível. Isso não quer dizer que eu não tenha meus momentos instáveis em que caio no chão, mas felizmente eles são bem raros.
Desde esse último episódio no meu carro, eu voltei a prestar mais atenção nas pequenas coisas à minha volta. Sei que isso é um clichê, mas ainda assim não o fazemos. Aos poucos as coisas voltam a se encaixar e eu começo a me desligar de coisas que não importam tanto (como o maldito celular que nos deixa entorpecido e desligado do mundo). É uma reeducação: reaprender a conversar com as pessoas olhando nos olhos dela; assistir a um show prestando atenção somente nele; olhar as pessoas em volta, a rua, o céu quando o sinal fecha, contemplar uma viagem pela janelinha, reparar nas pessoas, ouvir conversas alheias, olhar para frente, para os lados, para cima e não apenas para baixo como a maioria de nós temos vivido, olhando sempre pro celular.
Tem algo mais deprimente do que ver uma mesa cheia de pessoas, copos na mesa e todos entretidos com seus celulares? Eu me recuso a fazer parte desse grupo.Afinal alguém disse e eu concordo: “Somos maiores que esse celular“, mas esquecemos disso.
Fique na paz!

 Dilene Germano